Em aquela mesa
Construí quentes velas
Que iluminaram uma conversa
Clarificada por tristezas
Em aquele chão
Arquitetei rude lareira
Foi bonita, mas estreita
Que queimou as minhas mãos
Em melodia lúdica
Dei vida a notas mortas
Levantei a história
E cantei uma última
Em um passo molhado
Afundei no salgado
Decisivo e premiado
Eu morri afogado
Houve uma vez igual
Não me lembro mais qual
Mas foi o prazer final
Usei a pedra filosofal
Levantei da imaginação
Desenhei meu próprio irmão
Dei-o o poder de dizer não
Com minha eterna maldição
Usou do seu livre arbítrio
Cruzou o meu caminho
O que um dia chamei de amigo
Pôs fim ao meu destino
Foi em passada fúnebre
Que apagou as luzes
E em sintonia rude
A espada se funde